Arquivo do mês: setembro 2006

Firefox 2 RC1

Hoje, por volta do meio-dia, o Firefox deu mais um passo rumo ao lançamento de sua segunda versão. Trata-se do lançamento da versão RC1.
Ao ficar sabendo da disponibilidade, não me aguentei e fui logo baixando. 😛
Com menos de 5 minutos já tinha baixado e instalado tudo, o que é bem normal, se tratando de Firefox.

É óbvio que o Firefox 2 RC1 não tem suporte a algumas extensões com as quais já estamos acostumados. Entre as que eu mais usava e que não são suportadas na RC1 estão: Web Developer, Update Notifier, LiveLines, Sage e Session Saver. Mas creio que eu consigo sobreviver sem elas até o final de outubro, quando é esperado o lançamento da versão final do Firefox 2 (isto é, se é que até lá todas estas extensões serão atualizadas também). Sim, eu conseguirei sobreviver sem a Web Developer! Pelo menos assim eu espero…

Quanto à interface – que vinha sido muito comentada devido à participação da empresa canadense Radiant Core – não senti muita diferença (o que é bom), apesar de a iconografia ter sido renovada (pra melhor, na minha opinião).
A grande diferença em relação às versões passadas é o fato de que agora cada aba tem seu próprio botão de fechar, e no canto direito da barra de abas (onde antes ficava o botão de fechar as abas) tem um botão que, quando clicado, mostra todas as abas atualmente abertas no Firefox. Quem usa Opera já deve estar acostumado com isso, mas quem não usa deve sentir um pouco essa mudança.
Outra mudança que pude notar é que agora, no menu Ferramentas, ao invés de aparecerem ambos os itens Temas e Extensões, há apenas um item (Complementos), que abre uma janela semelhante à janela de opções, onde se pode ver tanto os temas instalados quanto as extensões. Coisa bem simples e mínima, mas que deu uma organização melhor ao menu.

Um ponto negativo que notei foi a auxência dos botões Anterior, Próxima, etc., na barra de pesquisa textual pela página. Isso realmente será um incômodo grande caso não seja corrigido antes da versão final.

Bom, ainda é cedo demais pra dizer se o Firefox 2 será ou não tudo o que dizem que será, até porque RC‘s são apenas RC‘s, mas por hora, além do que já tinha sido concretizado na versão Beta 2, não há tanto motivo para grandes euforias.

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Desenvolvimento em camadas

Adotar os web standards vai muito além de substituir tables por divs. Existe toda uma filosofia de desenvolvimento por trás dos web standards que pode levar algum tempo para ser adotada, ou mesmo aceita. Por outro lado, essa nova filosofia de desenvolvimento traz consigo diversas vantagens, e eu até já falei um pouco sobre algumas delas.

Quando um profissional ou uma agência ou produtora web opta por migrar para o desenvolvimento de sites em conformidade com os web standards, ele (ou ela) está (ou deveria estar), na verdade, tomando uma decisão muito mais profunda e importante do que simplesmente escrever um código mais “limpo”. Um dos conceitos mais importantes que devem ser observados nesse momento é a forma como é construído o website.

Não é difícil encontrar por aí sites que misturam em seu HTML algumas pitadas de JavaScript, estilização (nem sempre via CSS), etc, etc.
Em web standards o desenvolvimento de websites é feito em camadas, mais especificamente em três, onde cada uma tem o seu valor e exerce papel fundamental no bom funcionamento do site. Vamos falar um pouco sobre essas três camadas:

Conteúdo:
É aqui onde fica toda a informação do site, é a “markup” do site, o XHTML. No XHTML devem ser evitadas ao máximo as imagens que não exercem papel importante na disposição da informação no site, ou seja, as imagens meramente decorativas não devem, em hipótese alguma, ser inseridas aqui. Atributos de estilização “inline” também devem ser evitados a todo custo, para que funcione o conceito de “desenvolvimento em camadas”. Além disso, deve haver um zelo extremo pela semântica do documento, para que ele seja acessível ao máximo a mecanismos de busca e principalmente a portadores de deficiências visuais ou outros tipos de deficiência.
Um código limpo, bem estruturado e semanticamente correto é um excelente ponto de partida para o desenvolvimento em conformidade com os web standards, e também para a implementação das duas próximas camadas do desenvolvimento.
Apresentação:
É toda a formatação do conteúdo, a forma como ele se apresentará, através das CSS. Aqui sim, devem ser inseridas as imagens decorativas, formatados os textos, dividido o layout, etc. É hora de, através das CSS, implementar aquele belo layout que você criou, para tornar seu conteúdo mais atraente aos seus visitantes, afinal de contas, quem é que vai querer ficar num site que é texto puro?
O segredo aqui é sempre manter as coisas o mais simples possível (KISS). É bom levar em consideração o fato de que diferentes browsers podem interpretar uma mesma declaração de maneiras distintas e, por isso, é sempre bom testar os resultados em diferentes browsers, à medida que você vai escrevendo o código.
Conteúdo bem estruturado e devidamente formatado, é hora de passar para a terceira e última camada de desenvolvimento…
Comportamento:
É aqui onde vai toda a parte dinâmica do site, ou seja, o JavaScript, DOM ou que quer que seja. A camada de comportamento geralmente é usada pra dinamizar o site, tornando-o mais interativo e melhorando assim a experiência do usuário. Não vou me adentrar muito nessa camada pois reconheço que não sei o bastante sobre ela. Mas recomendo muito a leitura deste artigo do Bruno Torres e, caso se interesse mais, siga o link que ele passou no final do artigo.

Acredito que o desenvolvimento em camadas é uma etapa essencial na migração para os padrões. Ter a mente aberta para uma mudança tão grande nos conceitos de desenvolvimento requer mais do que vontade de mudar por parte dos profissionais; requer humildade para reconhecer que o método antigo (com o qual ele trabalhava, talvez, há anos) estava errado e que, se ele não se mobilizar logo e começar estudar a fundo os web standards, ele acabará ficando pra trás e perdendo mercado pra seu concorrente, que já está entrando também no mundo dos padrões web.

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Galeria CSS #5

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Quais são as vantagens de se adotar os Padrões Web?

Muitos desenvolvedores dos tempos antigos, quando a onda era “chapar logo uma table e ir dividindo as linhas e colunas” pra montar os layouts, apresentam uma certa resistência quanto aos web standards, muitas vezes por pensar que se trata simplesmente de construir layouts sem tabelas, e nada mais.
Convenhamos, não deve ser nada fácil aceitar o fato de que o método que você utiliza a vários anos pra fazer websites não é o correto e que você deve mudar – drasticamente – esse método.

“Mas meus sites sempre funcionaram legal e meus clientes sempre ficaram satisfeitos…”, é o que muitos podem dizer.
Será? Bem, a parte dos “clientes satisfeitos” pode até ser – porque eles não estão nem aí se o site é feito com table, div, ul, p, ou o que quer que seja. Mas mal sabem eles (os desenvolvedores “antigos”) que construir sites de acordo com os padrões implica em diversos fatores muito mais interessantes e importantes do que simplesmente abandonar as tabelas na estruturação de layouts.
Existem vários fatores que, se seus sites foram feitos basicamente com tabelas, certamente não “funcionam legal”, não. Vamos ver um pouco sobre dois, que julgo eu serem dos mais importantes deles.

  • SEO

    Sites escritos de maneira semântica tendem a fornecer informações mais relevantes a mecanismos de busca do que sites não-semânticos. Ou seja, quando algum robô de busca passa por um site semântico, ele sabe exatamente o que é um título (principalmente se esses títulos estiverem bem hierarquizados), o que é um acrônimo, uma abreviatura, uma lista ordenada, não-ordenada ou de definição, um endereço, etc, etc, etc. Informações essas que um site não-semântico jamais será capaz de fornecer a um robô de busca.
    Desta forma, a informação coletada por esses robôs a partir de sites semanticamente corretos estará melhor “mapeada” e mais acessível a usuários que pretendam pesquisar sobre tal assunto. Não precisa nem falar que esses sites (os semânticos) alcançarão melhores posições nas páginas de busca do que os sites não-semânticos, não é?

  • Acessibilidade

    O fato de um site ser escrito de maneira semântica, por si só, já contribui para que ele seja mais acessível, tanto para screen readers quanto para browsers textuais, por exemplo. Mas nem por isso o fato de que existem recomendações – e validação – acerca da acessibilidade de um site deve ser ignorado. Não entrarei em detalhes sobre esse assunto, pra não fugir do escopo desse post.

    Mas, falando dos benefícios que os Padrões Web trazem em relação à acessibilidade, caímos novamente adivinha onde… Na semântica, é claro!
    Conteúdos bem tratados (leia-se: escritos de maneira semântica) fornecem informações mais precisas e exatas para robôs de busca, leitores de tela pra deficientes visuais, etc. Além disso, os sites que seguem os Padrões Web têm a vantagem de poder serem visualizados corretamente em diversos browsers, em diversas plataformas, e de diversos dispositivos. Isso é acessibilidade.

Esses são só dois dos fatores mais importantes (na minha humilde opinião) que os Padrões Web acarretam. Mas eu tenho certeza que você tem mais alguma coisa a acrescentar. Let me know!

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Galeria CSS #4

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