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Como foi o CodeShow

Mais de uma semana se passou e só agora estou escrevendo sobre o CodeShow. Shame on me… Bom, o fato é que o CodeShow foi bom. Um pouco menos do que eu esperava, mas ainda assim foi bom. Talvez seja por isso que eu só estou escrevendo sobre isso agora.

Primeiramente, é muito engraçado quando se está num lugar rodeado de pessoas que você lê, mas não conhece. É como se você conhecesse todo mundo, mas ao mesmo tempo não conhecesse ninguém. Os que consegui reconhecer foram apenas a Simone Villas Boas, do Pixeladas Aleatórias (que se sentou ao meu lado e foi com quem eu passei a maior parte do tempo, junto com o Rafael Apocalypse) e o Tarcísio Sassara, que também se sentou ao meu lado, mas só fui me dar conta de quem era mais tarde.

Mas vamos falar sobre o evento em si…

A aplicação

A idéia era construir uma aplicação de catalogação de livros. Funciona basicamente assim: se você possui algum livro, procura por ele no sistema e adiciona-o no seu perfil; se o livro ainda não existe no sistema, você cadastra-o entrando com as informações Nome do Livro, Imagem da capa, Autor e ISBN. Há ainda a possibilidade de comentar livros alheios.
É uma espécie de del.icio.us de livros.

Pontos negativos

Pra começar, a aplicação não ficou pronta. Tudo bem, isso não importou tanto, já que, de certa forma, todos nós já esperávamos por isso. Mas faltou realmente muita coisa pra que ela ficasse pronta. Espero que ela seja terminada e lançada em breve.

Para os designers não foi tão ruim, já que na maioria do tempo o Diego ficou escrevendo HTML (sim, HTML 4) e CSS (claro, sem deixar de exibir toda a frescurite de seu MacBook :P). Já para programadores (ou designers que estavam interessados também na programação, como eu) deve ter sido entediante, já que não foi dada muita atenção à programação.

Os layouts não estavam prontos. E nem sequer planejados. Dessa forma, perdeu-se muito tempo precioso com o Diego tendo que desenhar telas lá na hora, telas essas que ele nem sabia que iria existir.

A aplicação deveria estar inteiramente planejada. No início do dia, perdemos uma boa hora (talvez até mais) pensando a aplicação, enquanto o foco do evento seria a “mão na massa”.
Se a aplicação já tivesse planejada, as telas já poderiam estar todas desenhadas, o que pouparia o tempo do planejamento (que, repito, não era o principal interesse de quem estava ali) e do desenho das telas. Dessa forma, ao invés de começar pensando a aplicação, o evento poderia começar apenas explicando-a.

O local era ótimo, mas acho que a “manobra” feita pra colocar mais gente no evento foi mais negativa do que positiva. Se o evento tivesse sido mesmo na Visie, além de economizar boa parte do tempo gasto com a instalação da infra-estrutura pra transmissão on-line, o horário poderia ter sido estendido um pouco mais, já que aplicação terminou crua. A menos que na Visie não houvesse como transmitir on-line, acho que não valeu a pena transferir o evento pra um local maior. Eu teria ficado até 21h pra ver tudo pronto. 🙂

Pontos positivos

A dica que “valeu o dia”, segundo as palavras do próprio Élcio, foi o Subversion. Já tinha lido vagamente sobre ele por aí mas nunca animei testar pra ver como funciona. O interessante é que, na quarta-feira em meu serviço, eu gastei o dia de trabalho fazendo um retrabalho por causa de um programador .NET (sempre eles) que substituiu uns arquivos que eu já havia modificado pelos arquivos antigos. Ah, se eu conhecesse o Subversion antes…

No que diz respeito a códigos, não tirei muito proveito, já que muito do que sei aprendi com eles mesmo. Até dei alguns palpites no código e recebi um “pedido informal de currículo” (até que seria uma boa idéia…). 😛

Além disso, foi bom poder bater um papo com a Simone, pela sua simpatia e experiência em projetos on-line dos mais diversos e saber que, ao contrário do que eu pensava, não sou só eu que não me dou muito bem com programadores .NET. 😛 Saber um pouco do que ela pensa sobre desenvolvimento e o mercado atual da internet foi enriquecedor.

Fazendo um balanço final…

Como o Élcio fez questão de dizer, essa foi só a primeira edição de um evento que segue um roteiro totalmente diferente do que já se viu por aí. Dessa forma, é natural e até compreensível que tenha havido muitos erros. Desde que, é claro, nas próximas edições eles sejam corrigidos. 😉

Ficam aí então as minhas sugestões para o próximo CodeShow:

  • Ter a aplicação toda planejada e desenhada, cabendo só uma explanação sobre ela no início do evento;
  • Ter os horários definidos para cada etapa do desenvolvimento.
  • Pensar num work-around caso a aplicação não fique pronta. Nem que seja a disponibilização de vídeos do resto do desenvolvimento.
  • Coffee break. 🙂 Afinal de contas, também estamos lá pra conhecer-mos uns aos outros.

Claro, não posso esquecer de dizer que durante o evento também foi lançado o CodeShow Vídeos, o YouTube dos desenvolvedores web.

Observação importante: O Mac do Diego travou. Duas vezes. 😛

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Quem vai ao CodeShow?

[momento ‘help me’]
Alguém de vocês vai ao CodeShow?

Estou com uma expectativa muito boa com relação ao CodeShow, não só pelos assuntos que serão abordados no evento, mas também pelo fato de ser o primeiro evento que participo na área de internet. Acredito que será uma grande oportunidade para, além de adquirir mais conhecimento com quem sabe, conhecer melhor outras pessoas da área, fazer novos contatos, novas amizades.

Tudo bem, eu estou com inscrição paga e passagens compradas mas… preciso contar um segredinho pra vocês: nunca fui a São Paulo. 🙂 Moro em Ipatinga, interior de Minas. Por aqui não existe metrôs nem terminais rodoviários, nada além de uma estação ferroviária, uma rodoviária e um aeroporto modesto. Um bairro de São Paulo deve ser maior que Ipatinga.

Olhando bem o mapa de como chegar à Visie, não me parece complicado encontrar o lugar, pela proximidade ao metrô. Bom, pelo menos se eu soubesse como chegar ao metrô… rsrs. Um pingo de precaução não faz mal a ninguém e amigos servem pra essas coisas, não? 🙂

Se você vai ao CodeShow e pode me ajudar, sendo meu guia por lá, por favor mantenha contato comigo através do email jaderubini[at]gmail[dot]com. E se você vai ao CodeShow, mas também está meio sem rumo como eu, junte-se a mim, quem sabe a gente não consegue se perder virar juntos? ;P
[/momento ‘help me’]

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Qual curso devo fazer pra me tornar um desenvolvedor web?

O Diego Eis postou um artigo interessantíssimo sobre Faculdades, cursos e conhecimento. E eu aproveito a deixa pra ressuscitar esse blog, que é uma coisa que eu já estou querendo fazer a muito tempo. 🙂
Este post também se enquadra no meme que está rolando por aí, embora, por motivos óbvios, eu não tenha sido convidado. 😛

Minha história com relação a cursos superiores é bem engraçada…
Fiz Engenharia de Produção até o 4º período, porque era “meu sonho desde criancinha” (e também dos meus pais, claro). Quando entrei pra faculdade eu já sabia algo de desenvolvimento web, mas muito superficialmente. Eu só fazia uns layoutzinhos de brincadeira no Photoshop de vez em quando e andava lendo sites como o finado BananaDesign.com.br (que, apesar do nome engraçado, contava com ótimos colunistas, entre eles, Renê de Paula Jr.).

Aconteceu que, a medida que eu ia tendo mais contato com os cálculos eu sentia que eu realmente gostava daquilo, mas não era daquilo que eu queria sobreviver. Ao mesmo tempo, eu ia me aprofundando em assuntos mais específicos sobre o desenvolvimento web como usabilidade, UX, princípios de design de interfaces, e tudo isso ia me agradando muito. E foi então que eu decidi descobri que Engenharia definitivamente não estava mais nos meus planos.

Nessa época eu estava ainda na metade do 3º período e decidi não interromper o curso de imediato, temendo estar tomando uma decisão precipitada. De qualquer forma, durante o tempo que podia, eu comecei a me dedicar a coisas mais práticas do desenvolvimento web, começando a aprender XHTML e CSS. Sites como Tableless, BrunoTorres.net, Revolução Etc e Maujor foram essenciais nessa etapa.

Foi então que surgiu uma oportunidade pra eu estagiar numa agência web aqui da cidade, em meio período. Resolvi topar o desafio (desafio mesmo, já que eu não sabia praticamente nada até aquele momento), já que daria pra conciliar o estágio com a faculdade.
Foi a gota d’água pra que desistisse da engenharia de uma vez por todas. A medida que eu ia vendo como as coisas funcionam (ou, muitas vezes, como deveriam funcionar) eu ia me encantando mais pelo desenvolvimento web e senti que era nesse meio que eu gostaria de viver.
A essa altura, eu já tinha completado o 3º período e estava iniciando o 4º.

Meus pais quase desmaiaram de susto quando eu disse que não queria mais seguir na engenharia. Ainda mais quando ficaram sabendo que o que eu queria fazer era Publicidade & Propaganda. Chegaram até a dizer que eu não precisei de curso superior pra exercer o cargo que eu já estava exercendo, o que não aconteceria com a engenharia. Ficou claro o preconceito que eles têm tinham quanto ao mercado da internet, julgando-o como “coisa de menino sem ter o que fazer, ou sem interesse em coisas mais importantes”. Muitas ladainhas depois, eles acabaram aceitando (mesmo sem concordar) minha opção.
Matrícula trancada, aproveitei pra investir meu tempo livre em mais aprendizado na área, entre outras coisas, claro.

Bom, acabo de completar o 1º semestre de Publicidade & Propaganda e posso dizer que não poderia ter feito escolha melhor. Minha mente já está pipocando de idéias para futuros projetos, o que não havia acontecido após quase 2 anos de engenharia. Os conhecimentos que tenho adquirido principalmente nas áreas de antropologia e filosofia(!) têm sido bastante importantes pra que eu possa compreender mais esse “mundo 2.0” em que vivemos.
Espero continuar com essa ótima expectativa para o futuro e conseguir pôr meus projetos em prática, o que certamente me trará um retorno muito mais positivo do que estou tendo atualmente.

Bom, essa foi e tem sido minha experiência com cursos superiores. Cursos intensivos eu nunca fiz, nem cogito fazer. No mais, sempre estou atento a eventos, palestras e workshops e vou começar a participar deles sempre que puder, começando pelo CodeShow.

Espero que, com esse verdadeiro testemunho, eu tenha ajudado a elucidar que não existe o curso pra se tornar desenvolvedor web. Aprender XHTML, CSS, Javascript, Ajax, PHP, Python, Ruby, etc. qualquer um com um pouco de tempo e disposição pra garimpar a web atrás de referências pode aprender. A escolha do curso ideal pra você vai depender do foco que você irá querer dar em sua atuação na web, o que vai muito, mas muito além de tecnologias ou ferramentas, que é só o que se aprende (e às vezes até muito mal) em faculdades e em alguns cursos intensivos.
Ter uma certificação de um curso intensivo é bom? Sim. Pode fazer a diferença na hora de ser contratado? Talvez. O que é fato é que a web é e está caminhando pra ser cada vez mais multidisciplinar e, às vezes, se mergulhar em cursos pra aprender tecnologias ou ferramentas pode não ser tão proveitoso quanto buscar um diferencial no quesito multidisciplinaridade. Até porque existem muitos autodidatas por aí que dão show em pessoas certificadas na tecnologia X ou Y. 😉

Gostaria de ver estes caras falando sobre a experiência deles com relação a cursos superiores e/ou intensivos:

Um abraço a todos vocês, leitores fiéis que sobreviveram a todo esse tempo de seca. Dessa vez eu vou tentar ser mais freqüente com minhas postagens, juro!
Até mais.

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