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Microsoft libera primeiro beta do IE8

Eis que a luz ao final do túnel começa a aparecer pra nós, desenvolvedores preocupados com os padrões web. Em sua nova versão do browser mais usado do mundo (o que não significa dizer que seja o melhor), a Microsoft, tão crucificada por muitos (inclusive eu) pelo seu pouco caso com as normas do W3C, resolveu olhar pra nós e dar seus dois centavos para a construção de uma web mais unificada.

Hoje pela tarde, durante a MIX08 – conferência que acontece em Las Vegas até dia sexta-feira – a Microsoft liberou o primeiro beta de seu navegador. Se você, como eu, quiser sentir o que vem por aí, você pode baixar o IE8 Beta 1 e começar a testá-lo e enviar suas sugestões (ou não) para a Microsoft.

Agora, se me dá licença, meu download acaba de terminar e eu já vou instalar o bichinho. 🙂
Ah, e daqui a alguns dias eu volto pra dizer o que eu achei do IE8.

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Qual curso devo fazer pra me tornar um desenvolvedor web?

O Diego Eis postou um artigo interessantíssimo sobre Faculdades, cursos e conhecimento. E eu aproveito a deixa pra ressuscitar esse blog, que é uma coisa que eu já estou querendo fazer a muito tempo. 🙂
Este post também se enquadra no meme que está rolando por aí, embora, por motivos óbvios, eu não tenha sido convidado. 😛

Minha história com relação a cursos superiores é bem engraçada…
Fiz Engenharia de Produção até o 4º período, porque era “meu sonho desde criancinha” (e também dos meus pais, claro). Quando entrei pra faculdade eu já sabia algo de desenvolvimento web, mas muito superficialmente. Eu só fazia uns layoutzinhos de brincadeira no Photoshop de vez em quando e andava lendo sites como o finado BananaDesign.com.br (que, apesar do nome engraçado, contava com ótimos colunistas, entre eles, Renê de Paula Jr.).

Aconteceu que, a medida que eu ia tendo mais contato com os cálculos eu sentia que eu realmente gostava daquilo, mas não era daquilo que eu queria sobreviver. Ao mesmo tempo, eu ia me aprofundando em assuntos mais específicos sobre o desenvolvimento web como usabilidade, UX, princípios de design de interfaces, e tudo isso ia me agradando muito. E foi então que eu decidi descobri que Engenharia definitivamente não estava mais nos meus planos.

Nessa época eu estava ainda na metade do 3º período e decidi não interromper o curso de imediato, temendo estar tomando uma decisão precipitada. De qualquer forma, durante o tempo que podia, eu comecei a me dedicar a coisas mais práticas do desenvolvimento web, começando a aprender XHTML e CSS. Sites como Tableless, BrunoTorres.net, Revolução Etc e Maujor foram essenciais nessa etapa.

Foi então que surgiu uma oportunidade pra eu estagiar numa agência web aqui da cidade, em meio período. Resolvi topar o desafio (desafio mesmo, já que eu não sabia praticamente nada até aquele momento), já que daria pra conciliar o estágio com a faculdade.
Foi a gota d’água pra que desistisse da engenharia de uma vez por todas. A medida que eu ia vendo como as coisas funcionam (ou, muitas vezes, como deveriam funcionar) eu ia me encantando mais pelo desenvolvimento web e senti que era nesse meio que eu gostaria de viver.
A essa altura, eu já tinha completado o 3º período e estava iniciando o 4º.

Meus pais quase desmaiaram de susto quando eu disse que não queria mais seguir na engenharia. Ainda mais quando ficaram sabendo que o que eu queria fazer era Publicidade & Propaganda. Chegaram até a dizer que eu não precisei de curso superior pra exercer o cargo que eu já estava exercendo, o que não aconteceria com a engenharia. Ficou claro o preconceito que eles têm tinham quanto ao mercado da internet, julgando-o como “coisa de menino sem ter o que fazer, ou sem interesse em coisas mais importantes”. Muitas ladainhas depois, eles acabaram aceitando (mesmo sem concordar) minha opção.
Matrícula trancada, aproveitei pra investir meu tempo livre em mais aprendizado na área, entre outras coisas, claro.

Bom, acabo de completar o 1º semestre de Publicidade & Propaganda e posso dizer que não poderia ter feito escolha melhor. Minha mente já está pipocando de idéias para futuros projetos, o que não havia acontecido após quase 2 anos de engenharia. Os conhecimentos que tenho adquirido principalmente nas áreas de antropologia e filosofia(!) têm sido bastante importantes pra que eu possa compreender mais esse “mundo 2.0” em que vivemos.
Espero continuar com essa ótima expectativa para o futuro e conseguir pôr meus projetos em prática, o que certamente me trará um retorno muito mais positivo do que estou tendo atualmente.

Bom, essa foi e tem sido minha experiência com cursos superiores. Cursos intensivos eu nunca fiz, nem cogito fazer. No mais, sempre estou atento a eventos, palestras e workshops e vou começar a participar deles sempre que puder, começando pelo CodeShow.

Espero que, com esse verdadeiro testemunho, eu tenha ajudado a elucidar que não existe o curso pra se tornar desenvolvedor web. Aprender XHTML, CSS, Javascript, Ajax, PHP, Python, Ruby, etc. qualquer um com um pouco de tempo e disposição pra garimpar a web atrás de referências pode aprender. A escolha do curso ideal pra você vai depender do foco que você irá querer dar em sua atuação na web, o que vai muito, mas muito além de tecnologias ou ferramentas, que é só o que se aprende (e às vezes até muito mal) em faculdades e em alguns cursos intensivos.
Ter uma certificação de um curso intensivo é bom? Sim. Pode fazer a diferença na hora de ser contratado? Talvez. O que é fato é que a web é e está caminhando pra ser cada vez mais multidisciplinar e, às vezes, se mergulhar em cursos pra aprender tecnologias ou ferramentas pode não ser tão proveitoso quanto buscar um diferencial no quesito multidisciplinaridade. Até porque existem muitos autodidatas por aí que dão show em pessoas certificadas na tecnologia X ou Y. 😉

Gostaria de ver estes caras falando sobre a experiência deles com relação a cursos superiores e/ou intensivos:

Um abraço a todos vocês, leitores fiéis que sobreviveram a todo esse tempo de seca. Dessa vez eu vou tentar ser mais freqüente com minhas postagens, juro!
Até mais.

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